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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Dia da independência acaba em eliminação

 . Foto: Reuters


O Brasil lutou, mas se despediu nesta terça-feira do Mundial de Basquete da Turquia após perder por 93 a 89 da arquirrival e favorita Argentina, em partida emocionante no ginásio Sinan Erdem, em Istambul. Com isso, repetiu-se o cenário da edição de 2002, quando a Argentina também deixou o Brasil pelo caminho, naquela ocasião nas quartas de final do torneio. O arquirrival também levou a melhor contra a equipe brasileira nos Pré-olímpicos de Atenas e Pequim.

Comandada pelo técnico Rubén Magnano, campeão olímpico com os rivais em 2004, o Brasil não se intimidou e fez os adversários suarem, a ponto de a partida chegar para o último quarto empatada. No entanto, no fim, os arquirrivais abriram vantagem e avançaram em pleno feriado de Independência do País.
O pivô Luis Scola, grande destaque do Mundial até o momento, mais uma vez brilhou e foi o cestinha da partida, com 37 pontos. Pelo lado brasileiro, o capitão Marcelinho Huertas teve uma atuação espetacular, com 32 tentos. Leandrinho colaborou com mais 20.
Como dissemos no título do post, hoje é o dia da Independência do Brasil. Abaixo seguem vídeo de reportagem da Record sobre a data:

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Que venham os hermanos!

Com informações do Terra


 . Foto: AP


O Brasil venceu a Croácia com facilidade por 92 a 74 nesta quinta-feira, no confronto direto pela terceira colocação do Grupo B do Mundial de basquete masculino, na Turquia.

Com o resultado, a Seleção terminou a primeira fase com oito pontos e terá pela frente a forte equipe da arquirrival Argentina, que ficou em segundo no Grupo A após perder da Sérvia (próximo adversário dos croatas) também nesta quinta.

O duelo marcará o reencontro do técnico do time brasileiro, Ruben Magnano, com o time de seu país natal. O treinador conduziu os argentinos à medalha de ouro da Olimpíada de Atenas em 2004.

Na última vez que enfrentou a Argentina pela competição, a Seleção levou a pior, sendo eliminada nas quartas de final do Mundial dos Estados Unidos, em 2002 (Magnano já comandava a equipe rival).


Brasil marca encontro com os argentinos (agência Reuters)

Depois da atuação irregular na derrota contra a Eslovênia, na última quarta-feira, o Brasil dominou a maior parte da partida desta quinta. No primeiro quarto, chegou a abrir vantagem de oito pontos, mas deixou o rival encostar, fechando o período com 22 a 19.Da segunda parcial em diante, porém, o time de Magnano manteve o controle do jogo: fechou a primeira metade 13 pontos na frente, venceu fácil no terceiro quarto (24 a 15) e administrou a vantagem nos últimos dez minutos.
O ala Marcelinho Machado foi o grande nome brasileiro no duelo, com 18 pontos (cestinha do jogo). Pelo lado croata, Marko Popovic se destacou, com 15 tentos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Derrota. Desta vez, com sabor de derrota

Alex na partida do Brasil no basquete


Com um péssimo segundo quarto, a seleção brasileira não conseguiu manter o nível de basquete que demonstrou contra os Estados Unidos e perdeu para a Eslovênia por 80 a 77 nesta quarta-feira. 
O principal destaque da partida foi o armador Jaka Lakovic, do Barcelona, que converteu seis cestas de três e terminou a partida como cestinha com 20 pontos ao lado do brasileiro Marcelinho. Além dele, o pivô Primoz Brezec marcou 16, todos no primeiro tempo da partida. 

No lado brasileiro, além do jogador do Flamengo, o pivô Tiago Splitter foi muito bem com 19 pontos. Outro que se destacou foi Marcelinho Huertas com 10 assistências.

Com a derrota, o Brasil foi superado pela Eslovênia no Grupo B e ocupa a quarta colocação com seis pontos. Os europeus chegaram aos sete e estão em segundo. O time de Rubén Magnano volta à quadra na quinta-feira para enfrentar a Croácia, partida que decide o terceiro lugar do grupo. O Brasil já está classificado, mas precisa vencer para não enfrentar a forte Argentina já nas oitavas de final do torneio.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Derrota com sabor de vitória

Com informações do Globoesporte.com

 Se existem derrotas que valem mais que vitórias, o Brasil experimentou o sabor de uma delas nesta segunda-feira. Após duas atuações apagadas contra os fracos Irã e Tunísia, a seleção de Rubén Magnano se agigantou – e logo contra os Estados Unidos. Perdeu o jogo, mas ganhou moral. Vestindo verde e se agarrando à esperança o tempo todo, a equipe virou o primeiro tempo na frente, manteve o placar apertado até o fim e só viu a vitória escapar na última bola. No banco, o carrasco Rubén Magnano quase beliscou mais uma em cima dos craques da NBA. Desta vez não deu, 70 a 68. Mas foi, com sobras, a atuação que o Brasil perseguia para recuperar a confiança.

Após o alívio de segunda-feira, a seleção ganha uma merecida folga na terça e só volta à quadra na quarta, para enfrentar a Eslovênia. Aí, sim, começa para valer a briga por posições no grupo B. A primeira fase termina na quinta, contra a Croácia. Os quatro primeiros se classificam para as oitavas de final.

http://s.glbimg.com/es/ge/f/original/2010/08/30/bas_splitter_reu_470.jpg 

Durante o aquecimento, o armador Russel Westbrook dançava após cada bandeja. Kevin Durant era mais comedido que seu companheiro. Olhava Anderson Varejão fora da quadra e parecia imaginar que, sem o ala-pivô do Cleveland Cavaliers, encontaria do outro lado uma equipe fragilizada. Enganou-se. Um Brasil atento, preciso no ataque e na defesa e com postura de vencedor mostrou a sua cara. Fez o que nenhuma outra seleçao da chave conseguiu: virar o primeiro quarto na frente dos americanos (28 a 22).

http://s.glbimg.com/es/ge/f/original/2010/08/30/bas_alex_afp_620.jpg 

Quem achava que já era o suficiente se surpreendeu com o segundo período. Assustados, os americanos não conseguiam pôr em prática os contra-ataques que até então tinham sido letais. A marcação brasileira fechava a porta e só Kevin Durant ousava tentar passar por ela. A jovem estrela carregava o time nas costas e ouvia a arquibancada pedir por defesa depois que a diferença chegou aos oito pontos (33 a 25).

Na metade do segundo quarto caiu para um, após um breve momento de desatenção que levaou a erros bobos de passe. Nada que não pudesse ser recuperado por Marquinhos, com a mão certeira da linha de três. Que não pudesse ser resolvido por Splitter, gigante nos dois garrafões. Com a pontuação bem distribuída, os comandados de Magnano sobraram e conseguiram o que soava impossível: foram para o intervalo carregando uma vantagem de 46 a 43.

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O estrango era tamanho que o técnico Mike Krzyzewski se levantou da cadeira, abandonou o temperamento zen e reclamou muito com sua equipe. O Brasil continuava ditando o ritmo e isso o incomodava. Durant e Derrick Rose trataram de acalmar o chefe. Foram eles que colocaram os Estados Unidos na frente: 52 a 50. Magnano pensava rápido, coçava a cabeça e chamava Alex para o jogo, já que Huertas estava pendurado com quatro faltas, mesma condição de Splitter. O time sentiu o golpe com a saída do armador. Em uma sequência sem sucesso de arremessos longos, deixou o adversário escapar (61 a 55). Por pouco tempo. Leandrinho tomou a iniciativa e diminuiu ao fim do terceiro período: 61 a 59.

Antes da volta para os últimos dez minutos, uma pane no placar colocava os americanos na posição confortável que vinham encontrando no torneio: 61 a 0 a seu favor. Era só um erro tecnológico. Ao fundo, a trilha sonora parecia ter sido escolhida a dedo para os brasileiros.

Tocava I got a feeling, do Black Eyed Peas, prevendo o sentimento de uma noite boa Istambul. Durant começou a errar lances livres. Marquinhos acertava mais uma de três e ganhava vaias como resposta.

Os americanos tinham mais um ataque e dois pontos de frente. Erraram. Restando 7s, com a Abdi Ipekci de pé, Huertas partiu para a cesta, sofreu falta e a bola caprichosamente bateu no aro e não caiu. A 3s, ela chorou de novo no primeiro lance livre. Ele errou o segundo de propósito para aproveitar o rebote, mas Leandrinho, bem marcado, não conseguiu converter os pontos que dariam o empate. Fim de jogo. Os americanos aplaudiam, e no centro da quadra os brasileiros se abraçavam, certos do dever cumprido.