Redirecionamento

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Texto e vídeo: Íntegra da entrevista de Marina Silva ao Jornal Nacional


Fátima Bernardes: O Jornal Nacional dá continuidade hoje à série de entrevistas com os principais candidatos à Presidência em que nós abordamos questões polêmicas das candidaturas e o desempenho do candidato em cargos públicos que já tenha ocupado. Também o Bom Dia Brasil e o Jornal da Globo realizarão entrevistas nas próximas semanas. O sorteio, acompanhado por assessores dos partidos, determinou para hoje a presença da candidata do PV, Marina Silva. Boa noite, candidata. Muito obrigada pela presença.

Marina Silva: Boa noite, Fátima.

Fátima Bernardes: Bom. E o nosso tempo de 12 minutos dessa entrevista começa a ser contado a partir de agora. Candidata, a sua atuação na vida pública, como ministra, como senadora, foi especificamente voltada para a área do meio ambiente. A senhora não tem uma experiência administrativa em nenhuma outra área, em nenhum outro setor. Como é que a senhora pretende convencer o eleitor de que a sua candidatura é para valer e que ela não é apenas uma candidatura para marcar posição nessa questão do meio ambiente?

Marina Silva: Em primeiro lugar, Fátima, chamando a atenção da sociedade brasileira para a relevância das coisas que a gente está vivendo hoje, e eu sempre penso da seguinte forma: até 2014, qual será a temperatura da Terra? Até 2014, quantas crianças ainda continuarão sem ter a chance de chegar sequer à oitava série? Até 2014, quantas pessoas serão soterradas pelas enchentes por falta de cuidado? E, até 2014, quantos produtos nós não perderemos em função da falta de infraestrutura? Quantas oportunidades nós não perderemos em função da falta de educação de qualidade? E então...

Fátima Bernardes: Quer dizer que a senhora acha que essa questão do meio ambiente passa por todos esses outros setores?

Marina Silva: Com certeza. A minha candidatura é para agora porque o Brasil não pode esperar. Todas essas questões que eu coloquei agora para você, Fátima, elas são uma emergência, uma emergência para o cidadão que fica na fila esperando horas e horas para poder fazer um exame, uma emergência para a mãe que quer ter dias melhores para o seu filho porque ela já não aguenta mais a vida dura que tem e uma emergência para o Brasil, que tem imensas oportunidades de se desenvolver com justiça social, de melhorar a vida das pessoas.

William Bonner: Agora, candidata, perdoe, a senhora é candidata do Partido Verde e, até este momento, apresenta-se na eleição sem o apoio de nenhum outro partido. Se a senhora não conseguiu apoio para formar uma aliança agora antes da eleição, como é que a senhora vai formar uma base de sustentação para governar o Brasil depois, dentro do Congresso Nacional?

Marina Silva: Olha só, Bonner, eu acho que para mim é até mais fácil, sabe? É mais fácil, pelo seguinte: porque eu fico olhando para a ministra Dilma e para o governador Serra e eles já estão tão comprometidos com as alianças que fizeram que eles só podem repetir mais do mesmo, do mesmo quando foi o governo do presidente Fernando Henrique, que ficou refém do fisiologismo dos Democratas. E o presidente Lula, mesmo com toda a popularidade, acabou ficando refém do fisiologismo do PMDB.

William Bonner: Mas veja o raciocínio, o raciocínio que eu proponho...

Marina Silva: Deixe só eu completar meu raciocínio, por favor...

William Bonner: É que tem a ver com isso...

Marina Silva: Não, eu sei, eu sei, só para que a gente possa concluir. É, então, como eu estou dizendo que, se ganhar, eu quero governar com os melhores e já estou dizendo que é fundamental um diálogo entre o PT e o PSDB, estou dizendo que eu quero governar com a ajuda deles. Então eu vou compor uma base de sustentação já respaldada pela sociedade com essa ideia de que nós temos que acabar com a situação pela situação e com a oposição pela oposição e trabalhando a favor do Brasil. É assim que eu quero trabalhar. É isso o que eu estou dizendo e, pode ter certeza, quem pode estabelecer um ponto de união entre essas forças que não conversam e que nos seus oito anos de oposição ou de situação se confrontaram se chama Marina Silva.

William Bonner: A questão que eu ia colocar é a seguinte: se a senhora não conseguiu formar essa base de apoio agora, depois da eleição, uma base de apoio que se forme depois da eleição, não tem uma tendência maior ao tal fisiologismo que a senhora mesmo está criticando?

Marina Silva: Não tem, não tem...

William Bonner: Uma barganha de cargos federais...

Marina Silva: Não tem, Bonner, não tem. Sabe por quê? Porque existe muita gente boa em todos os partidos.

Fátima Bernardes: A senhora olhando para o seu partido, a senhora considera que o PV, ele tem quadros, olhando para os seus colegas, para governar o Brasil?

Marina Silva: Ele tem alguns quadros. Mas quem foi que disse que para governar você tem que governar apenas com os quadros de seu partido?

Fátima Bernardes: Não, eu estou perguntando porque ainda não há um acordo estabelecendo outras alianças.

Marina Silva: O presidente Lula teve de governar, inclusive, com quadros do PSDB. O PSDB trouxe quadros da socidade, da academia. Eu, quando estava no ministério do Meio Ambiente, por exemplo, eu peguei as melhores pessoas que estavam na academia, que já estavam na gestão pública, que estavam dentro, enfim, de ONGs, sim, mas as pessoas mais competentes. E quando precisei, toda vez que precisei, Bonner, de aprovar leis no Congresso, a Lei de Gestão de Florestas Públicas, por exemplo, fundamental para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, eu consegui aprovar os meus projetos com o apoio de todos os partidos, conversando com todos os partidos. É isso que o Brasil precisa. O Brasil precisa de um olhar que coloque em primeiro lugar as necesssidades dos brasileiros, da saúde, da educação, da segurança pública, da infraestrutura.

William Bonner: Ok.

Marina Silva: O nosso país não pode mais esperar e perder tempo com essa briga que não nos leva a lugar nenhum.

http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2010/08/10/marina_banacada.jpg 

William Bonner: Candidata, vamos falar então... A senhora mencionou a questão, o papel do partido político. A senhora declarou já em algumas entrevistas que deixou o governo Lula e deixou o PT porque discordava da maneira como era conduzida a política ambiental no governo. No entanto, se nós voltarmos no tempo até aquele período do escândalo do mensalão, a senhora não veio a público para fazer uma condenação veemente daquele desvio moral de alguns integrantes do PT. A pergunta que eu lhe faço é a seguinte: o seu silêncio naquela ocasião não pode ser interpretado de uma certa maneira como uma conivência com aqueles desmandos?

Marina Silva: Não, Bonner, não foi conivência, e também não foi silêncio. É que, lamentavelmente, todas as vezes em que eu me pronunciava eu não tinha ninguém para me dar audiência e potencializar a minha voz. Mas eu falava.

William Bonner: A senhora diz dentro do governo?

Marina Silva: Dentro, fora.

William Bonner: Dentro do partido?

Marina Silva: Publicamente, nas palestras que eu dava, eu sempre dizia que aquilo era condenável, que deveria ser investigado, e que deveriam ser punidos todos os que praticaram irregularidades.

William Bonner: Mas, ministra...

Marina Silva: Agora, o que eu dizia sempre, Bonner, era uma coisa, é o seguinte: é que nem todos praticaram erros. E eu não pratiquei. Conheço milhares de pessoas que não praticaram o mesmo erro. E dentro do PT tinha muita gente que combatia junto comigo. Agora, para combater contra a falta de prioridade para as questões ambientais, aí eu era uma minoria. E foi por isso que eu saí. Eu saí porque não encontrava o apoio necessário para as políticas de meio ambiente que façam esse encontro entre desenvolver e proteger as riquezas naturais.

William Bonner: No entanto, o seu desconforto, vamos dizer assim, o seu desconforto ético com o mensalão não foi suficientemente forte para levá-la a deixar o cargo de ministra.

Marina Silva: Foi forte, sim, mas eu sabia que eu estava combatendo por dentro. E que conseguiria ser vitoriosa. Primeiro porque eu não tinha praticado nenhuma irregularidade. Agora, para continuar lutando pelas ideias que eu defendia, isso eu achava que não tinha mais tempo.

William Bonner: E como a senhora analisou...

Marina Silva: Sabe por quê? Porque é possivel, Bonner, sabe, juntar as duas coisas. Existe uma ideia dentro do governo, dos demais partidos, na sociedade, que meio ambiente e desenvolvimento são incompatíveis. E eu conheço muitas empresas que já estão fazendo da defesa do meio ambiente uma grande oportunidade para gerar emprego, para gerar melhoria de vida das pessoas. E posso te dizer uma coisa: toda a vez que as pessoas me dizem ‘mas Marina, as pessoas não entendem isso que você está falando’, eu digo: elas entendem sim, entendem, Fátima. Aqui no Rio de Janeiro...

William Bonner: Só uma coisa, candidata.

Marina Silva: ...quando as casas foram...

William Bonner: Candidata, me permita só uma coisa.

Marina Silva: Não, só concluindo Bonner.

William Bonner: Eu peço para interromper porque em nome do público...

Marina Silva: Isso, tá bom, tá bom.

William Bonner: Porque a pergunta que eu lhe dirigia era sobre um momento muito especifico da história e eu queria que a senhora tratasse dessa questão polêmica e não fosse para outro assunto. Eu estou consumindo 30 segundos da entrevista para fazer esse esclarecimento e eu lhe devolverei para a entrevista. Eu só queria que a senhora esclarecesse para mim qual foi e de que maneira a senhora viu a saída de alguns colegas seus então de PT, alguns, inclusive, fundadores do partido, que deixaram o partido indignados na época do mensalão, chorando. Como a senhora viu a ação deles, que não foi a ação que a senhora teve naquela ocasião?

Marina Silva: Bem, eu permaneci no partido e fiquei igualmente indignada. Fiz o combate a minha vida inteira contra a corrupção e acho que a corrupção, Bonner, é o pior câncer da sociedade. E ninguém pode se vangloriar de ser honesto. Para mim, ser honesto é uma condição do indivíduo. Qualquer pessoa, onde quer que ela esteja, ela tem que ser uma pessoa honesta, seja como político, como professor, como dona de casa, como empregada doméstica. A pessoa tem que ser honesta. Agora, naquele momento em que saíram pessoas do Partido dos Trabalhadores, eu permaneci para dar a contribuição que eu achava que ainda poderia dar dentro do governo, mas não por ser conivente. Agora, tem uma coisa que a gente precisa entender: combater a corrupção é uma luta constante. Como é que a gente combate a corrupção? Com transparência, permitindo que as instituições funcionem, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, criando ferramentas de controle dentro do próprio governo, não permitindo que as coisas vão primeiro se consolidando antes de você fazer o combate necessário. Você tem que identificar durante o processo e fechar a torneira da corrupção quando ela está acontecendo. É isso que precisa ser feito.

Fátima Bernardes: Candidata, vamos abordar, então, um outro tema. Muita gente do governo e fora dele se queixava de que, durante a sua gestão à frente do Ministério do Meio Ambiente, a liberação de licenças ambientais, elas estavam muito lentas, e que isso, licenças ambientais para obras de infraestrutura, e que isso atrapalhava o desenvolvimento. Como é que a senhora enxergava essas críticas de que essa demora possa ter atrasado essas obras?

Marina Silva: Olha, naquela época até com uma certa naturalidade. Sabe por quê? Porque o ministério estava todo desestruturado e eu tinha que fazer concurso, e eu tive que criar várias diretorias e coordenadorias. Só que, quando nós começamos a arrumar a casa, aumentaram significativamente as licenças. No governo anterior, era uma média de 145 licenças por ano. Na minha gestão, foi de 265 licenças por ano. Agora, uma coisa eu posso te dizer: é possível aperfeiçoar o licenciamento? É possível aperfeiçoar. E com esse aperfeiçoamento você vai viabilizar com mais agilidade, sem perda de qualidade, a infraestrutura do Brasil, que hoje, de fato, está colapsando. Nós temos problemas com os aeroportos, nós temos problemas em relação a estradas, nós temos problemas em relação a energia, tudo isso pode ser oferecido para a sociedade compatibilizando duas coisas: meio ambiente, melhoria da vida das pessoas e o desenvolvimento que o Brasil precisa.

Fátima Bernardes: Quer dizer, nesse caso, a senhora está dizendo que no caso da senhora estando no governo, essa lentidão, ela, por exemplo, não vai provocar esse atraso ainda mais ou agravar ainda mais esses gargalos que a senhora citou, econômicos, e provocar, por exemplo, no setor energético, um risco de um novo apagão por demora na liberação dessas licenças?

Marina Silva: De jeito nenhum. Nós vamos trabalhar com o sentido de urgência que esse país tem para a sua infraestrutura, tanto em aeroportos como na questão da energia, das estradas, tudo o que o Brasil precisa para se desenvolver, Fátima. E vamos fazer isso sem negligenciar os cuidados com o meio ambiente, mas tendo a clareza de que o desenvolvimento do nosso país melhora a vida das pessoas. Sabe como melhora a vida das pessoas? Quando aquela família, que muitas vezes não tem como conseguir um emprego, começa a conseguir um emprego. Quando aquela mãe que não teve uma chance na vida, que é uma mulher pobre, não teve uma chance na vida, ela sabe que, se tiver uma escola melhor, o seu filho pode ter dias melhores. Eu sei o que significa educação, porque foi com a educação que eu consegui entrar pela porta da frente no Brasil.

William Bonner: Candidata, a senhora tem 30 segundos para se dirigir ao eleitor e pedir a ele o seu voto, dando a ele a última mensagem. Por favor.

Marina Silva: Bem, primeiro eu quero agradecer a Deus por estar aqui, porque eu sei que esse país é um país maravilhoso. Só num país como o Brasil, com a democracia que temos, é possível uma pessoa que nasceu lá na Floresta Amazônica, que foi analfabeta até os 16 anos, que teve que passar por várias dificuldades de saúde, pode chegar aqui na condição de se colocar como a primeira mulher de origem humilde para ser presidente da República. Esse Brasil já conseguiu restaurar sua democracia, teve um sociólogo que fez as transformações econômicas, um operário que fez as transformações sociais e eu para fazer as grandes transformações na educação.

William Bonner: Obrigado, candidata. Muito obrigado pela sua participação aqui, ao vivo, no Jornal Nacional.

Marina Silva: Eu é que agradeço.

William Bonner: Quero lembrar que, amanhã, o entrevistado aqui no JN será o candidato do PSDB, José Serra.

O conteúdo é do portal G1, onde se hospeda o site do Jornal Nacional.

TV a Ver também sabatina candidatos a presidência

O TV a Ver também veiculará entrevistas exclusivas com os candidatos a presidência da república no decorrer dos próximos dias. As assessorias de todos os presidenciáveis foram contactadas por nossa equipe.

Exclusivo: Rodrigo Carelli adianta mudanças da nova temporada de A Fazenda

http://www.abril.com.br/blog/chiado/files/2009/10/rodrigo-carelli1.jpg 

A Record já está em contagem regressiva para a estreia de A Fazenda 3. Rodrigo Carelli, diretor da atração conta as novidades do reality show em entrevista exclusiva ao TV a Ver. Entre elas, está o valor do prêmio que foi dobrado para 2 milhões de reais.

Com a experiência adquirida nas temporadas anteriores, a pressão aumenta para realizar um trabalho ainda melhor em A Fazenda 3?
O desafio fica cada vez maior sim. Mas, ao mesmo tempo a gente vai dominando o formato e criando novidades para enriquecer o programa.

http://i.ytimg.com/vi/ZtGZ9fOsV7I/0.jpg http://www.caras.com.br/imagens/100288/20090824134251_100288_large_britto-jr-e-dado-dolabella-na-final-de-a-fazenda.jpg
Tanto a final da Casa dos Artistas quando a final de A Fazenda conseguiram a liderança

A Casa dos Artistas é a maior audiência da história do SBT enquanto A Fazenda é a maior audiência da história da Record. Qual a sensação de ser um dos principais responsáveis por esses momentos especiais para 2 das maiores emissoras do país?
Eu tenho muito orgulho de ter dirigido esses dois sucessos, mas não deixo que o resultado do Ibope faça a minha equipe e eu subirmos no salto e acharmos que estamos com o jogo ganho. Precisamos conquistar o público e ainda fazer um programa bem produzido e de qualidade.

A nova temporada de A Fazenda também terá pay-per-view?
Sim. Ainda está em negociação com as operadoras, por isso ainda não podemos dizer quais serão.

A Fazenda alavancou a audiência de toda a Record graças a presença intensa dos participantes nas mais diversas atrações da casa. A direção desses programas trabalha em conjunto com a do reality?
Algumas idéias partem desses programas , outras partem de mim e da minha equipe, Essa troca, na Fazenda 2 aconteceu tranquilamente. Na 1ª edição foi um pouco caótico.

Uma edição com anônimos está dentro dos planos futuros?
Por enquanto, não pensamos nisso. Acredito que ter gente da mídia é um grande atrativo. Todos querem saber quem são as pessoas por traz das celebridades.

Na 1° temporada do programa, Britto recebeu críticas da mídia

O que você acha do Britto no comando da atração? Ele encontrou o tom ideal para um reality?
Na minha opinião não há melhor apresentador que o Britto para esse programa. Além de um grande parceiro e de um grande colaborador do programa, ele tem muita segurança com as regras do programa e sabe explicá-las como ninguém tanto para o público como para os participantes. Ele não tenta ser um deles, como às vezes ocorre em reality shows.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6ft10-3xQjwpQO1ycsR6XgmhbS1qRVrJgl-tLKpVutD34XidwRfz9Y2-3WTD6Iwj4VK0E6RCcg3bll9HkMRQvwWG2VIjIxFLG_VWJiv8bky__3C4xJsB7P1yWrRN0yvEyn7a7w_-kBtkA/s400/Chris+Couto.jpg http://ofuxico.terra.com.br/admin/smarty/templates/img_upload/2008/11/Carolina%20Magalhaes%20NOTA%20191108.jpg
Chris Couto e Carol Magalhães são as repórteres de A Fazenda 3

A Chris Couto vai ganhar a companhia da Carol Magalhães nas reportagens do programa. Qual será função específica de cada uma delas?
Na verdade, elas vão atuar em áreas bem diferentes. A Chris, com a sua competência e experiência será a pessoa responsável por conduzir provas que necessitem da presença de um condutor e que aconteçam na área de convivência da Fazenda. Já a Carol será responsáveis por drops na programação que repercutirão assuntos do programa com o povo na rua. Ela ainda aproveitará esse espaço para divulgar as principais atrações do programa do dia e o serviço de interatividade, sms, internet, etc.

Já está confirmado que A Fazenda irá ao ar na faixa das 23h?
Ainda não temos nenhum horário confirmado.

A presença de mais homens ou mulheres pode mudar os rumos do jogo? (A nova edição terá 15 participantes)
Acredito que não influencia.

Quais são os critérios levados em conta na escolha dos participantes?
Acima de tudo a variedade de personalidades e histórias de vida. Isso conta até mais do que o nível de fama dos participantes.

http://www.estadao.com.br/fotos/rodrigo_carelli_610.jpg 
Carelli coordenou alterações do formato estrangeiro

O formato original precisou ser modificado em algo para se adaptar ao público brasileiro?
Recriamos o formato para o Brasil dentro das características básicas do formato original. A 2Way Traffic, detentora do formato, nos permite isso.

O que o salto no valor do prêmio (1 milhão para 2 milhões) pode representar para o jogo?
Num jogo, tem de haver um objetivo principal, claro. Com um prêmio desse tamanho em jogo, os participantes vão estar mais focados numa meta - a de chegar à final. E o interesse do público aumenta na medida em que a disputa pelo prêmio será mais acirrada.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Texto e vídeo: Íntegra da entrevista de Dilma Rousseff ao Jornal Nacional


William Bonner: O Jornal Nacional dá início nesta segunda-feira a uma série de entrevistas ao vivo com os principais candidatos à presidência da República. Nós vamos abordar aqui temas polêmicos das candidaturas e também confrontar os candidatos com suas realizações em cargos públicos. É claro que não seria possível esgotar esses temas todos em uma única entrevista, mas nas próximas semanas os candidatos estarão também no Bom Dia Brasil e no Jornal da Globo. O sorteio realizado com a supervisão de representantes dos partidos determinou que a candidata do PT, Dilma Rousseff, seja a entrevistada de hoje. Nós agradecemos a presença da candidata. Boa noite, candidata.

Dilma Rousseff: Boa noite.

William Bonner: E informamos também que o tempo de 12 minutos da entrevista começa a contar a partir de agora. Candidata, o seu nome como candidata do PT à Presidência foi indicado diretamente pelo presidente Lula, ele não esconde isso de ninguém. Algumas pessoas criticaram, disseram que foi uma medida autoritária, por não ter ouvido as bases do PT. Por outro lado, a senhora não tem experiência eleitoral nenhuma até esse momento. A senhora se considera preparada para governar o Brasil longe do presidente Lula?

Dilma Rousseff: Olha, William, olha, Fátima, eu considero que eu tenho experiência administrativa suficiente. Eu fui secretária municipal da Fazenda, aliás, a primeira secretária municipal da Fazenda de capital. Depois eu fui sucessivamente, por duas vezes, secretária de Energia do Rio Grande do Sul. Assumi o ministério de Minas e Energia, também fui a primeira mulher, e fui coordenadora do governo ao assumir a chefia da Casa Civil, que vocês sabem, é o segundo cargo mais importante na hierarquia do governo federal. Então, eu me considero preparada para governar o país. E mais do que isso, eu tenho experiência, eu conheço o Brasil de ponta a ponta, conheço os problemas do governo brasileiro.

William Bonner:
Mas a sua relação com o presidente Lula, a senhora faz questão de dizer que é muito afinada com ele. Junto a isso, o fato de a senhora não ter experiência e ter tido o nome indicado diretamente por ele, de alguma maneira a senhora acha que isso poderia fazer com que o eleitor a enxergasse ou enxergasse o presidente Lula atualmente como um tutor de seu governo, caso eleita?

Dilma Rousseff: Você sabe, Bonner, o pessoal tem de escolher o que é que eu sou. Uns dizem que eu sou uma mulher forte, outros dizem que eu tenho tutor. Eu quero te dizer o seguinte: a minha relação política com o presidente Lula, eu tenho imenso orgulho dela. Eu participei diretamente com o presidente, fui braço direito e esquerdo dele nesse processo de transformar o Brasil num país diferente, num país que cresce, distribui renda, em que as pessoas têm primeira vez, depois de muitos anos, a possibilidade de subir na vida. Então, não vejo problema nenhum na minha relação com o presidente Lula. Pelo contrário, eu vejo que até é um fator muito positivo, porque ele é um grande líder, e é reconhecido isso no mundo inteiro.

Fátima Bernardes: A senhora falou de temperamento. Alguns críticos, muitos críticos e alguns até aliados falam que a senhora tem um temperamento difícil. O que a gente espera de um presidente é que ele, entre outras coisas, seja capaz de fazer alianças, de negociar, ter habilidade política para fazer acordos. A senhora de que forma pretende que esse temperamento que dizem ser duro e difícil não interfira no seu governo caso eleita?

Dilma Rousseff: Fátima, estava respondendo justamente isso, eu acho que têm visões construídas a meu respeito. Eu acho que sou uma pessoa firme, acho que em relação aos problemas do povo brasileiro eu não vacilo. Acho que o que tem que ser resolvido prontamente, nós temos que fazer um enorme esforço. Eu me considero hoje, até pelo cargo que ocupei, extremamente preparada no sentido do diálogo. Nós, do governo Lula, somos eminentemente um governo do diálogo. Em relação aos movimentos sociais, você nunca vai ver o governo do presidente Lula tratando qualquer movimento social a cassetete. Primeiro nós negociamos, dialogamos. Agora, nós também sabemos fazer valer a nossa autoridade. Nada de ilegalidade nós compactuamos.

Fátima Bernardes: Agora, no caso, por exemplo, a senhora falou de não haver cassetete, mas talvez seja a forma de a senhora se comportar. O próprio presidente Lula, este ano, em discurso durante uma cerimônia de posse de ministros, ele chegou a dizer que achava até natural haver queixas contra a senhora, mas que ele recebeu na sala dele várias pessoas, colegas, ex-ministros, ministros, que iam lá se queixar que a senhora maltratava eles.

Dilma Rousseff: Olha, Fátima, é o seguinte, no papel, sabe dona de casa? No papel de cuidar do governo é meio como se a gente fosse mãe, tem uma hora que você tem de cobrar resultado. Quando você cobra resultados, você tem de cobrar o seguinte: olha, é preciso que o Brasil se esforce, principalmente o governo, para que as coisas aconteçam, para que as estradas sejam pavimentadas, para que ocorra saneamento. Então tem uma hora que é que nem, você imagina lá sua casa, a gente cobra. Agora, tem outra hora que você tem de incentivar, garantir que a pessoa tenha estímulo para fazer.

Fátima Bernardes: Como mãe eu entendo, mas, por exemplo, como presidente não tem uma hora que tem que ter facilidade de negociar, por exemplo, futuramente no Congresso, futuramente com líderes mundiais, ter um jogo de cintura ai?

http://s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2010/08/09/dilma_bancada.jpg 


William Bonner: O presidente falou em maltratar, não é, candidata?

Dilma Rousseff: Não, o presidente não falou em maltratar, o presidente falou que eu era dura.

William Bonner: Não, ele disse isso. A senhora me perdoe, mas o discurso dele está disponível. Ele disse assim: as pessoas diziam que foram maltratadas pela senhora. Mas a gente também não precisa ficar nessa questão até o fim da entrevista, têm outros temas.

Dilma Rousseff: É muito difícil, depois de anos e anos de paralisia, e houve isso no Brasil. O Brasil saiu de uma era de desemprego, desigualdade e estagnação para uma era de prosperidade. Nós tínhamos perdido a cultura do investimento, aí houve uma força muito grande da minha parte nesse sentido, de cumprir meta, de fazer com que o governo Lula fosse esse sucesso que tenho certeza que está sendo.

William Bonner: A senhora tem agora na sua candidatura, além do apoio do presidente, alianças formadas para essa sua candidatura. Por exemplo, a do deputado Jader Barbalho, a do senador Renan Calheiros, da família Sarney, a senhora tem o apoio do ex-presidente Fernando Collor. São todas figuras da política brasileira, que, ao longo de muitos anos, o PT, o seu partido, criticou severamente, eram considerados como oligarcas pelo PT. Onde foi que o PT errou, ou melhor, quando foi que ele errou: quando fez aquelas críticas todas ou está errando agora, quando botou todo mundo debaixo do mesmo guarda-chuva?

Dilma Rousseff:  Eu perguntava outra coisa: onde foi que o PT acertou? Quando percebeu que governar um país com a complexidade do Brasil implica necessariamente na sua capacidade de construir uma aliança ampla. O PT não tinha experiência de governo, agora tem. Nós não erramos e vou te explicar em que sentido: não é que nós aderimos ao pensamento de quem quer que seja. O governo Lula tinha uma diretriz: focar na questão social, fazer com que o país tivesse a seguinte oportunidade, primeiro, de um país que era considerado dos mais desiguais do mundo, diminuir em 24 milhões a pobreza. Um país em que as pessoas não subiam na vida elevar para as classes médias 31 milhões de brasileiros. Para fazer isso, quem nos apóia, aceitando os nossos princípios e aceitando as nossas diretrizes de governo, a gente aceita do nosso lado. Não nos termos de quem quer que seja, mas nos termos de um governo que quer levar o Brasil para um outro patamar.

William Bonner: O resumo é: o PT não errou nem naquela ocasião, nem agora.

Dilma Rousseff: Não, eu acho que o PT não tinha tanta experiência, sabe, Bonner, eu reconheço isso. Ninguém pode achar que um partido como o PT, que nunca tinha estado no governo federal, tem, naquele momento, a mesma experiência que tem hoje. Acho que o PT aprendeu muito, mudou, porque a capacidade de mudar é importante.

William Bonner: O PT tem hoje nas costas oito anos de governo, então é razoável que a gente tente abordar aqui alguma das realizações. Vamos discutir um pouco o desempenho do governo em algumas áreas, começando pela economia. O governo festeja, comemora muito melhoras da área econômica, no entanto, o que a gente observa, é que quando se compara o crescimento do Brasil com países vizinhos, como Uruguai, Argentina, Bolívia, e também com aqueles pares dos Brics, os chamados países emergentes, como China, Índia, Rússia, o crescimento do Brasil tem sido sempre menor do que o de todos eles. Por quê?

Dilma Rousseff:  Eu acredito que nós tivemos um processo muito mais duro no Brasil com a crise da dívida e com o governo que nos antecedeu. Eu acho que o Uruguai e a Bolívia são países, sem nenhum menosprezo, acho que os países pequenos têm que ser respeitados, do tamanho de alguns estados menores no Brasil, que é um país de 190 milhões de habitantes. Nós tivemos um processo no Brasil muito duro. Quando chegamos no governo, a inflação estava fora do controle. Nós tínhamos uma dívida com o Fundo Monetário, que vinha aqui e dava toda a receita do que a gente ia fazer. Nós tivemos que fazer um esforço muito grande para colocar as finanças no lugar e depois, com estabilidade, crescer. E isso, este ano, a discussão nossa é que estamos entre os países que mais crescem no mundo, estamos com a possibilidade de ter uma taxa de crescimento de 7% do Produto Interno Bruto.

William Bonner: Abaixo dos demais.

Dilma Rousseff: Não necessariamente, Bonner. Sem fazer comparações, a queda da economia na Rússia no ano passado foi terrível. Criamos quase 1,7 milhão de empregos no ano da crise.

Fátima Bernardes: Vamos falar um pouquinho de outro problema, que é o saneamento. Segundo dados do IBGE, o saneamento no Brasil passou de 46,4% para 53,2% no governo Lula, um aumento pequeno, de 1 ponto percentual mais ou menos, ao ano. Por que o resultado fraco numa área que é muito importante para a população?

Dilma Rousseff: Porque nós vamos ter um resultado excepcional a partir dos dados da pesquisa feita em 2010. Talvez uma das áreas em que eu mais me empenhei foi a área de saneamento, porque o Brasil investia menos de R$ 300 milhões no país inteiro. Hoje, aqui no Rio, na favela da Rocinha, que eu estive hoje, nós investimos mais de R$ 270 milhões. Nós lançamos o Programa de Aceleração do Crescimento, para o caso do saneamento, na metade de 2007. Começou a amadurecer porque o país parou de fazer projetos. Prefeitos e governadores apresentaram os projetos agora, em torno do início de 2008, e aceleraram. Eu estava vendo recentemente que nós temos hoje uma execução de obras no Brasil inteiro. No Rio, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Complexo do Alemão. Obras de saneamento, de habitação. A Baixada Santista, em São Paulo, e a Baixada Fluminense aqui no Rio de Janeiro tiveram um investimento monumental em saneamento.

Fátima Bernardes: A gente gostaria agora que a senhora, em 30 segundos, desse uma mensagem ao eleitor, se despedindo da sua participação no Jornal Nacional.

Dilma Rousseff: Eu agradeço a vocês dois e quero dizer para o eleitor o seguinte: o meu projeto é dar continuidade ao governo do presidente Lula. Mas não é repetir. É avançar e aprofundar, é basicamente esse olhar social, que tira o Brasil de uma situação de país emergente e leva o nosso país a uma situação de país desenvolvido, com renda, com salário decente, com professores bem pagos e bem treinados. Eu acredito que é a hora e a vez do Brasil e nós vamos chegar a uma situação muito diferente, cada vez mais avançada agora no final de 2014, deste governo.


O conteúdo é do portal G1, onde se hospeda o site do Jornal Nacional.

TV a Ver também sabatina candidatos a presidência

O TV a Ver também veiculará entrevistas exclusivas com os candidatos a presidência da república no decorrer dos próximos dias. As assessorias de todos os presidenciáveis foram contactadas por nossa equipe.

sábado, 7 de agosto de 2010

Globo não transmite começo do novo ciclo da Seleção

A Globo não vai transmitir o início do novo ciclo da Seleção Brasileira que marca a estreia do técnico Mano Menezes. Como o amistoso com os Estados Unidos está marcado para 21h, a emissora preferiu exibir Passione e Casseta & Planeta, preterindo o futebol.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXA_-tFBPBF9WZIZDhBwsU9lyAZZDfmn46YDtVCiYluCIGO1V7i_4EZmHbhnrD3-NyA68q8_cEBFjCPTPNnq7t3GMKH6jjzfegLxMWJGvnE4_7fqWTcM46ojRJq9k8bBEgAbNYpmgwrng/s1600/simbolo+ongame+hexagono+central+da+copa+wydparameninas+copy.jpg 
Maior revelação da Copa do Mundo estará de volta na próxima terça

Para compensar a não-transmissão do jogo ao vivo, a Globo vai voltar com a Central da Copa (pelo menos na grade divulgada a imprensa, segue o nome Copa) com Tiago Leifert e Caio Ribeiro. Será que andaram lendo o blog ultimamente?

A transmissão da partida acontecerá no canal pago SporTV. A assessoria de imprensa da Band confirmou há pouco que a emissora também não acompanha o jogo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Futebol massacra debate da Band

http://www.abril.com.br/blog/chiado/files/2010/08/debate-band.jpg 

A Band atingiu resultados pífios de audiência com a transmissão do 1° debate das Eleições 2010. De ponta a ponta, a discussão de ideias entre os candidatos marcou 3 pontos, mas chegou a ficar com apenas 1 durante os momentos mais críticos. Enquanto isso, a Globo marcava 10 vezes mais ao modificar a grade para transmissão do jogo entre São Paulo e Internacional pela Libertadores. Mas não é para comentar a falta de estratégia da emissora da família Saad que fizemos esse post, como um bom blog politizado iremos abordar as propostas e performances dos candidatos presentes no Debate.

Conheça também o projeto da Globo para as Eleições

Dilma Rouseff
Para estreia, a ex-ministra até que não estava tão mal. Conseguiu reagir bem aos ataques que partiam de todos os lados, apenas foi pega de surpresa em questões como o mutirão da catarata e o apoio as APAEs. Essa falta de informação podia a complicar em uma situação de maior exposição.

José Serra
Com experiência de sobra, Serra aparentou ser o mais sereno entre os presentes. Sofreu por não poder ir diretamente contra o atual governo, já que não é uma boa criticar um presidente com 80% de aprovação.

Marina Silva
A candidata verde seguiu uma vibe do bem. Tentou se manter sem participar das discussões mais quentes, o que acabou a deixando um tanto quanto excluída do contexto.

Plínio Arruda
O candidato do PSOL não tinha nada a perder, então ousou bastante. Fez piadas, reclamou de não ser perguntado e ganhou votos. O senhor de 80 anos virou hit nas redes sociais e pode ganhar votos graças ao protesto dos jovens.

Globo repete Caravana JN. Desta vez, pelo ar

http://blogs.jovempan.uol.com.br/parabolica/wp-content/uploads/2010/08/avi%C3%A3ojn.jpg 

É ousado o plano da Globo para cobertura das Eleições 2010. A emissora vai repetir o projeto do pleito de 2006 quando fez a Caravana JN que percorreu o país dentro de um ônibus. Dessa vez, tem substituição. O ônibus é preterido por 2 aeronaves modernas. Isso mesmo, a Globo também disponibilizou uma aeronave reserva para série de reportagens denominada de JN no Ar. O comando também muda, sai Pedro Bial para entrada de Ernesto Paglia.

http://www.abril.com.br/blog/chiado/files/2010/08/jornal-nacional-aviao01.jpg http://www.abril.com.br/blog/chiado/files/2010/08/jornal-nacional-aviao02.jpg

A cobertura da emissora ns Eleições começou oficialmente na segunda. A partir do dia 9, os presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas serão sabatinados na bancada do Jornal Nacional.

Dia 9 - Dilma Rouseff
Dia 10 - Marina Silva
Dia 11 - José Serra

As impressões que o debate da Band deixou. Emissora marcou 3 pontos

Os candidatos acima citados já tem diariamente 1 reportagem de 50 segundos (cada) sendo exibida no JN. Eles também deverão estar no debate que a emissora carioca promoverá na última semana de campanha eleitoral. Para entender todos os detalhes do JN no Ar, assista do vídeo abaixo.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Apelação é caminho escolhido pelo Busão do Brasil

Lembram de quando falei que o Busão do Brasil tinha qualidades? Ficaram na estreia. O programa preferiu seguir o caminho da apelação barata e gratuita para tentar aumentar a audiência, sendo que nem conseguiram isso. Abaixo algumas imagens que foram ao ar dentro do reality. Lembrando que ele vai ao ar por volta das 21h.

http://imagem.band.com.br/FOT_FT2_39210.jpg
 http://imagem.band.com.br/FOT_FT2_39208.jpg
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgUghj5QrcPWSwhNXzDhYYgOrHHVQLHfHtPd3U05SAtzITn2CZMDGmveQ6NDNJvY5OjX7mme3sC8iXBj5cchfZrrIFCRhNqhU0KJCl3tkWfU_yWQSxGtVob1gXonjxug_BerwZNTV0ZTTti/s1600/2-003.jpg 
 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgeKc0sd-3QuJos2wbLUFuhQJs4Q4V8IwgzdlSPjJwnSQWxXtKNZqhyphenhyphenIqAyuGmFF-cG_Y1FRqYlMyXsSrPWw4vqI_UwPy9K57c462r3l-hDbsSQam0b4kV4GgzC5klWn1UOkchsq3saOIkz/s1600/julio.jpg
 https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAyw4AYHNTFMwfesJ81DzA3xN-scI5QBU1c2A4IsW52DIydP5EcuIzCZ14coO5L5WNAbKu-mXMPwziL953hS0YVjZhTuqDI1muIdWbsBMfLRimUQ326UmLTQJFLZOv9Gyj1XXrxyH-Au2a/s1600/2-004.jpg

Cadê o Ministério da Justiça, tão implacável com as novelas, para ver isso?